Pergunto-te silêncio por quanto tempo devo sustentar os sonhos? Serão eles eternamente apenas isso? Sonhos! Ou devo percebê-los como histórias dum tempo já neste corpo esquecido? Tu, silêncio perdido nos corredores mais profundos da alma, és companheiro de aventuras e desgraças que juntos combatemos nos campos sangrentos da solidão, onde nem os sonhos nos alcançaram. As minhas confissões são prantos que escutas, que redimes e perdoas a esta velha alma cansada de arrependimentos e desencantos. Sabes silêncio, és em mim eloquência, calma e prodência mas és também loucura e paixão, que maltrata o meu corpo e o sujeita ao fogo da dor e do amor. Sem a tua presença teria enlouquecido, e as minhas letras não teriam visto a luz do dia.


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